Anoiteceu um jambreiro pousado de aves
e meu peito ficou pesado feito casa
e doído quando amanheceu
Arrastei saudade
pelo dia todo em meu riso
e você foi matando um a um
os piolhinhos que
me faziam cócegas
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Promessa
Arranco o toco
Assopro a vela
Navegarei em qualquer mar
sem uma bússola
Vou me lançar presidente do planeta do Principezinho
e atirarei pedras a estrelas brancas e buracos negros
Farei de mim um aríete de palavras para tapar o sol com seus bordados (se estiver muito quente),
e lambuzar de mel o corpo de um amor
Palavras
um colar de letras, um vibrar de cordas
e tão mortais como as vespas e os leões,
Estarei na beira dos precipícios, no alto das montanhas, nas curvas do rio
e nas promessas dos frutos que cada flor que te dei traz
Assopro a vela
Navegarei em qualquer mar
sem uma bússola
Vou me lançar presidente do planeta do Principezinho
e atirarei pedras a estrelas brancas e buracos negros
Farei de mim um aríete de palavras para tapar o sol com seus bordados (se estiver muito quente),
e lambuzar de mel o corpo de um amor
Palavras
um colar de letras, um vibrar de cordas
e tão mortais como as vespas e os leões,
Estarei na beira dos precipícios, no alto das montanhas, nas curvas do rio
e nas promessas dos frutos que cada flor que te dei traz
O Poema
O poema me pega pela jugular
Fico atenta
Ás suas mãos de lâminas
Ao corpo de juras de amor
que arrancam minha pele qual ácido
O poema ataca
A manhã nem veio ainda
eele me tira do sono e
me joga no mundo, avesso
aos horários
qurendo que meu sonho seja
o território já conquistado.
Fico atenta
Ás suas mãos de lâminas
Ao corpo de juras de amor
que arrancam minha pele qual ácido
O poema ataca
A manhã nem veio ainda
eele me tira do sono e
me joga no mundo, avesso
aos horários
qurendo que meu sonho seja
o território já conquistado.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Sereia
As sereias, oh sonho, repousam nas praias do meu corpo, elas
Sorriem e suas mãos enternecidas
Carregam meus seios de leite
Produzem meu gozo de águas
e vão,
Pelo mar
Nas espumantes ondas, na água verde
E seus cabelos de algas
E seu hálito de sal
Um emaranhado de lendas
Em vergões na pele branca
Sorriem e suas mãos enternecidas
Carregam meus seios de leite
Produzem meu gozo de águas
e vão,
Pelo mar
Nas espumantes ondas, na água verde
E seus cabelos de algas
E seu hálito de sal
Um emaranhado de lendas
Em vergões na pele branca
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Acordo, em meio à madrugada lacrimosa de chuva.
E meu corpo faz doer de modo que não posso mesmo dizer que você me dói.
A vida me dói.
Desejo ir para o Butão
Desejo ir a Saturno
Não sei como repousar, como ganhar calma neste ar denso e absoluto em seus perfumes.
ao falo.
Não ouço.
Poderia não ver.
Desejo fazer ioga.
Desejo andra sob a chuva intensa em minha bicicleta cor de roxo
Desejo: nada.
Como poderei descansar.
Eu me...(como se diz doer na primeira pessoa?)
E meu corpo faz doer de modo que não posso mesmo dizer que você me dói.
A vida me dói.
Desejo ir para o Butão
Desejo ir a Saturno
Não sei como repousar, como ganhar calma neste ar denso e absoluto em seus perfumes.
ao falo.
Não ouço.
Poderia não ver.
Desejo fazer ioga.
Desejo andra sob a chuva intensa em minha bicicleta cor de roxo
Desejo: nada.
Como poderei descansar.
Eu me...(como se diz doer na primeira pessoa?)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Faz tempo
Faz um tempo bom de pássaros hoje, um tempo
com iluminação indireta, o sol na lateral dos muros e teu olhar
Esse, atrás dos óculos naquela manhã que já nem lembro,
está nu
em minha mágoa
Faz um tempo de sal, com a umidade entranhada nas pedras
e minhas mãos mais úmidas
como fora tua pele em meu seio
e a respiração entrecortada
e suor extremo
entre tremores
Faz este tempo, faz muito tempo
E eu recorro a homens e mulheres fugazes, a desejos trânsfugos que cansam
A sorrisos cálidos e gentis
Se tua voz meus ouvidos resgatassem
Faria um tempo agora
Sem tempo
Mas já passei, e teus rumores são lembranças
Num rio áspero, na carne tenra, nos músculos que asseguram que eu sou
Definitiva eu sou
em fogo e águas
com iluminação indireta, o sol na lateral dos muros e teu olhar
Esse, atrás dos óculos naquela manhã que já nem lembro,
está nu
em minha mágoa
Faz um tempo de sal, com a umidade entranhada nas pedras
e minhas mãos mais úmidas
como fora tua pele em meu seio
e a respiração entrecortada
e suor extremo
entre tremores
Faz este tempo, faz muito tempo
E eu recorro a homens e mulheres fugazes, a desejos trânsfugos que cansam
A sorrisos cálidos e gentis
Se tua voz meus ouvidos resgatassem
Faria um tempo agora
Sem tempo
Mas já passei, e teus rumores são lembranças
Num rio áspero, na carne tenra, nos músculos que asseguram que eu sou
Definitiva eu sou
em fogo e águas
domingo, 2 de dezembro de 2012
A short shelf life
Você pode perder a roupa perder a pele
Pode vestir o gozo
Voar sem rumo
Cair nos ares até os abismos
Você pode romper o tempo erraticamente, mover distâncias
Zombar de mim.
Eu posso e faço enfim.
Eu dispo os medos as sedas a derme e a epiderme de strass do seu desejo
Traço vôos por toda a Terra
Ocupo o espaço, qualquer planeta
Meu tempo é hoje, te dou:
Presente
Meu gozo é puro
Também é muito
E qualquer um
Pode vestir o gozo
Voar sem rumo
Cair nos ares até os abismos
Você pode romper o tempo erraticamente, mover distâncias
Zombar de mim.
Eu posso e faço enfim.
Eu dispo os medos as sedas a derme e a epiderme de strass do seu desejo
Traço vôos por toda a Terra
Ocupo o espaço, qualquer planeta
Meu tempo é hoje, te dou:
Presente
Meu gozo é puro
Também é muito
E qualquer um
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