Antes que eu me esqueça e que eu me cale,
Este silêncio arde
Dentro do meu pensamento.
Minhas palavras brutas sem tua lapidação, sem a doçura esquisita com que lavavas meu rosto
e amaciava-me a língua, e tudo respinga a sangue, este cheiro enjoativo e coagulado na boca
Essa paixão lacerada e suja de pó
De uma estrada que não me leva e nem me traz, um precipício...
Ah o amor, esse ofício de falas, de manhas, de cortes.
Ah o amor esta flor que exala pétalas, que rebusca gestos
Ah o amor
E eu sem palavras,
e eu sem silêncio. E eu sou nadas.
domingo, 1 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Escrevendo...Um poema em movimento e escape RP&B (derivando de Chico, o de hollanda)
II. Sei que não vai dar em nada
I. Já conheço os passos dessa estrada
Ou não conheço, desconheço a mim mesma, recém-descoberta (é
assim que se escreve na nova ortografia?),
Uma mulher, uma coisa, uma espera de teu gesto, um abrigo em
teu abraço que não vem, ou será...
II. Sei que não vai dar em nada
Recorrer a santos, a sais, a choros
Não refaz aquela hora de te olhar de cheio, e sumos
Produzir, e na tela aberta do meu micro a tua foto me sorri.
III. Seu segredo sei de cor, em vermelhos de meu fogo, em azul dos verdes olhos
com que te dispo
Em sonho, em sono, em meu limbo onde
As palavras são a única senha para eu te esquecer, mas
Elas traçam tua geografia de seios e sumos, de mãos e gelo,
de boca e dentes, de um único gesto que tem hoje, agora, sempre e muito,
definitivamente o poder
De me matar e fazer viver.
(mais? só amanhã, ou depois, ou nada)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Vaca Profana
Você
pretende encontrar estrelas
nos
meus olhos e admira as profundezas
do
verde no mar
E
eu navego obtusa como as deusas primevas
desejando
teus sacrifícios do corpo
quando
meu fogo arrasta os beijos de mil bocas
e
as mãos em mil corpos devotam meu corpo a paixões ilimitadas
dos
homens mais rudes, dos moços mais doces
e
das meninas de ontem
Como
explicar-te que o fogo me queima por todos os gozos
por
todas as vozes
e
os ritmos dos líquidos
de
qualquer amor
Sinto
saudades de amores antigos
desejos
de mulheres abandonadas no cio
e
frutificam em mim os sinais
que
ela me manda, que todos me gritam
e
meu corpo enseja ser corpos em cada amor.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
1 tweet: Eu disse a ele: eu sou tudo o que vc não entende. Um animal na pele de um humano. Assim,
não se arrenpenderia, talvez, do que viria após.
2 tweet: Fico contando cabendo cortando letrinhas e sentidos e emoções que podiam ter sido, mas só
queria dizer uma coisas linda absoluta quando amo
3 tweet: Põe um gosto na mão que passa em meu rosto pra que eu deleite tua pele entre meus dentes
com saliva, ócio e um abrir de asas entre as pernas
não se arrenpenderia, talvez, do que viria após.
2 tweet: Fico contando cabendo cortando letrinhas e sentidos e emoções que podiam ter sido, mas só
queria dizer uma coisas linda absoluta quando amo
3 tweet: Põe um gosto na mão que passa em meu rosto pra que eu deleite tua pele entre meus dentes
com saliva, ócio e um abrir de asas entre as pernas
3 poemas para o tempo
I
Jurei que os corpos seriam paisagens, não portos
Jurei que as mãos seriam vôos, não tatuagem
Jurei que os beijos seriam gozos e não sonhos
E o mundo giraria para todo o sempre em rotas inesperadas
Mas você nem pensa
E vem
Com seu corpo feito de águas e peles brancas
A sua boca forrada de morangos a frio
E um olhar quase uma ferra em meus sentidos
Você nem pensa o quanto meu mundo
Perdeu seu peso e as juras
Sob o fogo em teus olhos negros, em teus olhos ávidos,
Sob o peso abrupto de tua voz em meus ouvidos,
E deslocou-me milhas adiante, em rota exata
para o eterno círculo de teu gozo.
II
Atrai-me saber que há mulheres em
outro continente
Noutro continente tem milhares de mulheres impunes em seu desejo
Desejam homens
Desejam
homens são como nacos de uma carne rígida e sóbria
Mas as mulheres os desejam não só as carnes
e a sobriedade. Pousa sobre elas o desejo
de transgredir os homens
denegri-los
limpar seus sapatos de couro e suas sandálias de pedra
e lavar com cabelos seus pés de barro.
Amar estes homens com sal e água
e com um zumbido
o algodão que tecem estas mulheres e
fazem vestes
para as crianças que ainda dormem
de bruços na aurora
de braços no oceano
destarte os continentes derivarem, o oceano tudo povoa
até as mulheres
Eu estou atraída por estas mulheres
mas não sei o que é o algodão de seu desejo
Riem. E passam o fio sobre os abismos e o oceano
Em outro continente.
III
Apraz-me um corpo
branco
no branco, lençóis brancos
e a tinta áspera do teu sangue
nos lábios
Meus lábios e teus rubros lábios
do sexo
Apraz-me teu gosto vívido, teus cheiros
e a respiração louca
que me rouba
o ar.
Jurei que os corpos seriam paisagens, não portos
Jurei que as mãos seriam vôos, não tatuagem
Jurei que os beijos seriam gozos e não sonhos
E o mundo giraria para todo o sempre em rotas inesperadas
Mas você nem pensa
E vem
Com seu corpo feito de águas e peles brancas
A sua boca forrada de morangos a frio
E um olhar quase uma ferra em meus sentidos
Você nem pensa o quanto meu mundo
Perdeu seu peso e as juras
Sob o fogo em teus olhos negros, em teus olhos ávidos,
Sob o peso abrupto de tua voz em meus ouvidos,
E deslocou-me milhas adiante, em rota exata
para o eterno círculo de teu gozo.
II
Atrai-me saber que há mulheres em
outro continente
Noutro continente tem milhares de mulheres impunes em seu desejo
Desejam homens
Desejam
homens são como nacos de uma carne rígida e sóbria
Mas as mulheres os desejam não só as carnes
e a sobriedade. Pousa sobre elas o desejo
de transgredir os homens
denegri-los
limpar seus sapatos de couro e suas sandálias de pedra
e lavar com cabelos seus pés de barro.
Amar estes homens com sal e água
e com um zumbido
o algodão que tecem estas mulheres e
fazem vestes
para as crianças que ainda dormem
de bruços na aurora
de braços no oceano
destarte os continentes derivarem, o oceano tudo povoa
até as mulheres
Eu estou atraída por estas mulheres
mas não sei o que é o algodão de seu desejo
Riem. E passam o fio sobre os abismos e o oceano
Em outro continente.
III
Apraz-me um corpo
branco
no branco, lençóis brancos
e a tinta áspera do teu sangue
nos lábios
Meus lábios e teus rubros lábios
do sexo
Apraz-me teu gosto vívido, teus cheiros
e a respiração louca
que me rouba
o ar.
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