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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vaca Profana



Você pretende encontrar estrelas
nos meus olhos e admira as profundezas
do verde no mar

E eu navego obtusa como as deusas primevas
desejando teus sacrifícios do corpo
quando meu fogo arrasta os beijos de mil bocas
e as mãos em mil corpos devotam meu corpo a paixões ilimitadas
dos homens mais rudes, dos moços mais doces
e das meninas de ontem

Como explicar-te que o fogo me queima por todos os gozos
por todas as vozes
e os ritmos dos líquidos
de qualquer amor

Sinto saudades de amores antigos
desejos de mulheres abandonadas no cio
e frutificam em mim os sinais
que ela me manda, que todos me gritam

e meu corpo enseja ser corpos em cada amor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Vertiginosa é a queda em teu corpo
e tantos braços se estendem, as carícias do caminho
alimentam este encontro.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Twitter

1 tweet: Eu disse a ele: eu sou tudo o que vc não entende. Um animal na pele de um humano. Assim,
não se arrenpenderia, talvez, do que viria após.


2 tweet: Fico contando cabendo cortando letrinhas e sentidos e emoções que podiam ter sido, mas só
queria dizer uma coisas linda absoluta quando amo

3 tweet: Põe um gosto na mão que passa em meu rosto pra que eu deleite tua pele entre meus dentes
com saliva, ócio e um abrir de asas entre as pernas

3 poemas para o tempo

I
Jurei que os corpos seriam paisagens, não portos
Jurei que as mãos seriam vôos, não tatuagem
Jurei que os beijos seriam gozos e não sonhos
E o mundo giraria para todo o sempre em rotas inesperadas

Mas você nem pensa
E vem
Com seu corpo feito de águas e peles brancas
A sua boca forrada de morangos a frio
E um olhar quase uma ferra em meus sentidos

Você nem pensa o quanto meu mundo
Perdeu seu peso e as juras
Sob o fogo em teus olhos negros, em teus olhos ávidos,
Sob o peso abrupto de tua voz em meus ouvidos,
E deslocou-me milhas adiante, em rota exata
para o eterno círculo de teu gozo.

II
Atrai-me saber que há mulheres em
outro continente
Noutro continente tem milhares de mulheres impunes em seu desejo
Desejam homens
Desejam
    homens são como nacos de uma carne rígida e sóbria
Mas as mulheres os desejam não só as carnes
e a sobriedade. Pousa sobre elas o desejo
de transgredir os homens
denegri-los
limpar seus sapatos de couro e suas sandálias de pedra
e lavar com cabelos seus pés de barro.
Amar estes homens com sal e água
e com um zumbido
o algodão que tecem estas mulheres e
fazem vestes
para as crianças que ainda dormem
de bruços na aurora
de braços no oceano

destarte os continentes derivarem, o oceano tudo povoa
até as mulheres

Eu estou atraída por estas mulheres
mas não sei o que é o algodão de seu desejo

Riem. E passam o fio sobre os abismos e o oceano
Em outro continente.



III
Apraz-me um corpo
branco
no branco, lençóis brancos
e a tinta áspera do teu sangue
nos lábios
Meus lábios e teus rubros lábios
do sexo

Apraz-me teu gosto vívido, teus cheiros
e a respiração louca
que me rouba
o ar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Esta é para a viagem para o colo do amor, o colo da mãe, o colo do pai, o amor BeneVidas


Poeminha de pó de estrada

Maninha, dá-me um chapéu que o sol é forte
neste caminho,
e não te esquece, maninha minha
de dar-me um copo limpo e uma garrafinha
com água clara, com clima frio, gosto de azul
e doze estrelas
que não se apagam feitas das chamas de teu olhar

Não deixa a porta fechada a chave
pois que já chego

Põe a água para nosso chá no fogo
com lenha seca: será farol. A estrada está densa
de outros corpos – e todos mortos –
e todos loucos
e sem destino: Posso enganar
de tua entrada. Por isso canta
aquela canção de ti, maninha,
do teu coração cheio de sangue a bombear,

Não sei, maninha
Há quanto tempo
estou vagando

Não sei, maninha
Se tenho forças
prá te encontrar

Mas urge agora, maninha minha
Ir ao encontro. Agora é tarde, agora é longe
Serei espectro. Se não te vejo, maninha minha,
serei penar.

A primeira


Manhã 1

Este dia com sua manhã, sua luz
Parecem adormecer, silenciar
Sobre teu sono...Amor,
Repousa e sonha
Descansa e vive as delícias de um despertar tranqüilo. Quisera eu
Ficar te olhndo
E mais te admirando, tão linda a luz
Branca de tua pele
Os fachos de cor em teu adorno
As ondas suaves de teu respirar

Quisera ficar sempre em órbita
De ti.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Musa abduziu meu euzinho, que foi acolá com ela, tão safadinha,

Me arrastou foi milhas, e também uns outros tantos me fez voar com uma asa feita de papel riscado de palavras,
Ela me contou segredinhos que todo mundo sabe,
Mas tão deliciosos
e fez um enfeite com meus versos
que eles ficaram encantadores

Até ofereci ao meu amor que é muito.
Fiquei pasma
e calei.
A Musa não brinca, ela desfaz até penteado de laquê

E escorrega em tobogã sem tapete

Meu euzinho se deixou brincar com ela, agora tem jeito não, fez d' eu poeta!?