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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

No caso de amor, abra o livro

Se
em cada palavra guardasse um beijo
em cada poema uma declaração de amor
te escreveria a própria biblioteca
de
Alexandria

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sacia-me a sede, ó mulher
   despida de nódoas, pele perfumada
de alabastro e puros crisântemos nos seios

Mata minha fome, deusa
   de palavras abissais e silenciosas
   E um riso ocasionado por terremotos
   Entre dentes
E meus tremores


Abre-me os caminhos, amor feito de cores
E sangue, a nódoa, o jade

E sem substituto algum à doce
Ávida flor do sexo

Mulher amada (Vinicius faz 100 anos)

Abraça-me com teus beijos
Possui-me com tua fala
Me abras com teu desejo
Deleita-me com teu gozo
                   
            Em meu corpo todo ardente
            De ti, tua boca de dentes
            Teu leite de pedra
            Tua voz e sereia

Mulher que me cavalga
  que me afaga
     me beija

Plena definitiva
derramada de gozo em nós

Ursa Maior

Mulheres são
Uma constelação, não uma estrela

               O sol ardente
             Vênus que brilha
      e a tonelada derramada na via láctea

Mulheres são um dom de mar
O movimento
Em cada onda em todo vento na água ardente

E quebram rochas
Perfuram fendas
Preenchem tudo

Com sua fala de beijos e seus beijos de riso
e seu gosto pleno de frutas macias

Mulheres são.
Tu és
  O que és. Eu quero-te mais

Uma mulher

Há uma mulher que espreita meus dias
Sorrindo
Bruxa
me leva consigo pelo silêncio branco das noites insones
Até que eu esteja
                                               exausta
                                               exangue
                                               desfeita

e todas as palavras de minha boca
tenham sido roubadas

   Ela se ri
e me joga ao sono
   e em seu rastro

Só as letras negras neste papel branco inúteis

um obscuro silêncio
que só

o teu perfume e o teu riso
desfazem

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cadeau

Un cadeau
Um passarim
Duas dúzias de lírios

                        Metros de pele branca
                        em minha pele branca
                         Uma gota de suor e CH

Fazem milagres nessa distância

             Que se encolhe
             E me recolhe entre soluços

              Saudades, mais
Eu poderia dizer das mulheres
que são maternais
são cavernas
de sombras cálidas, protetoras
assombrando os monstros que assolam os mundos de cada um

Mas suas unhas de cristal
fazem adagas

E seu dentes
   estes teus dentes em minha
pele

Abrem tumultuosos rios

Me fazes voraz
eternamente