O mar dos marujos é o mesmo mar daqueles que ficam em terra
porém mais largo
E as mulheres que ficam no porto
são talvez mais belas
pois a distância do mar o torna mais
inconsútil
Como quando os corpos se reencontram
ficam mais doces e ávidos
Mas o mar é o mesmo e assim as mulheres
E nada dura. E tudo apresenta-se em queda.
E meu coração é um barco no mar amplo
e a pele das mulheres
a cada dia.
Quando os relógios estão exangues
Não sou mais nada
quarta-feira, 9 de maio de 2012
domingo, 1 de abril de 2012
Este silêncio
Antes que eu me esqueça e que eu me cale,
Este silêncio arde
Dentro do meu pensamento.
Minhas palavras brutas sem tua lapidação, sem a doçura esquisita com que lavavas meu rosto
e amaciava-me a língua, e tudo respinga a sangue, este cheiro enjoativo e coagulado na boca
Essa paixão lacerada e suja de pó
De uma estrada que não me leva e nem me traz, um precipício...
Ah o amor, esse ofício de falas, de manhas, de cortes.
Ah o amor esta flor que exala pétalas, que rebusca gestos
Ah o amor
E eu sem palavras,
e eu sem silêncio. E eu sou nadas.
Este silêncio arde
Dentro do meu pensamento.
Minhas palavras brutas sem tua lapidação, sem a doçura esquisita com que lavavas meu rosto
e amaciava-me a língua, e tudo respinga a sangue, este cheiro enjoativo e coagulado na boca
Essa paixão lacerada e suja de pó
De uma estrada que não me leva e nem me traz, um precipício...
Ah o amor, esse ofício de falas, de manhas, de cortes.
Ah o amor esta flor que exala pétalas, que rebusca gestos
Ah o amor
E eu sem palavras,
e eu sem silêncio. E eu sou nadas.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Escrevendo...Um poema em movimento e escape RP&B (derivando de Chico, o de hollanda)
II. Sei que não vai dar em nada
I. Já conheço os passos dessa estrada
Ou não conheço, desconheço a mim mesma, recém-descoberta (é
assim que se escreve na nova ortografia?),
Uma mulher, uma coisa, uma espera de teu gesto, um abrigo em
teu abraço que não vem, ou será...
II. Sei que não vai dar em nada
Recorrer a santos, a sais, a choros
Não refaz aquela hora de te olhar de cheio, e sumos
Produzir, e na tela aberta do meu micro a tua foto me sorri.
III. Seu segredo sei de cor, em vermelhos de meu fogo, em azul dos verdes olhos
com que te dispo
Em sonho, em sono, em meu limbo onde
As palavras são a única senha para eu te esquecer, mas
Elas traçam tua geografia de seios e sumos, de mãos e gelo,
de boca e dentes, de um único gesto que tem hoje, agora, sempre e muito,
definitivamente o poder
De me matar e fazer viver.
(mais? só amanhã, ou depois, ou nada)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Vaca Profana
Você
pretende encontrar estrelas
nos
meus olhos e admira as profundezas
do
verde no mar
E
eu navego obtusa como as deusas primevas
desejando
teus sacrifícios do corpo
quando
meu fogo arrasta os beijos de mil bocas
e
as mãos em mil corpos devotam meu corpo a paixões ilimitadas
dos
homens mais rudes, dos moços mais doces
e
das meninas de ontem
Como
explicar-te que o fogo me queima por todos os gozos
por
todas as vozes
e
os ritmos dos líquidos
de
qualquer amor
Sinto
saudades de amores antigos
desejos
de mulheres abandonadas no cio
e
frutificam em mim os sinais
que
ela me manda, que todos me gritam
e
meu corpo enseja ser corpos em cada amor.
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