Powered By Blogger

quarta-feira, 9 de maio de 2012

2:30

O mar dos marujos é o mesmo mar daqueles que ficam em terra
porém mais largo

E as mulheres que ficam no porto
são talvez mais belas
pois a distância do mar o torna mais
inconsútil

Como quando os corpos se reencontram
ficam mais doces e ávidos

Mas o mar é o mesmo e assim as mulheres

E nada dura. E tudo apresenta-se em queda.

E meu coração é um barco no mar amplo
e a pele das mulheres
a cada dia.

                     Quando os relógios estão exangues

                     Não sou mais nada

terça-feira, 24 de abril de 2012

domingo, 1 de abril de 2012

Este silêncio

Antes que eu me esqueça e que eu me cale,
Este silêncio arde
Dentro do meu pensamento.

Minhas palavras brutas sem tua lapidação, sem a doçura esquisita com que lavavas meu rosto
e amaciava-me a língua, e tudo respinga a sangue, este cheiro enjoativo e coagulado na boca
Essa paixão lacerada e suja de pó
De uma estrada que não me leva e nem me traz, um precipício...

Ah o amor, esse ofício de falas, de manhas, de cortes.
Ah o amor esta flor que exala pétalas, que rebusca gestos
Ah o amor

E eu sem palavras,
e eu sem silêncio. E eu sou nadas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Escrevendo...Um poema em movimento e escape RP&B (derivando de Chico, o de hollanda)



I. Já conheço os passos dessa estrada
Ou não conheço, desconheço a mim mesma, recém-descoberta (é assim que se escreve na nova ortografia?),
Uma mulher, uma coisa, uma espera de teu gesto, um abrigo em teu abraço que não vem, ou será...

II. Sei que não vai dar em nada
Recorrer a santos, a sais, a choros
Não refaz aquela hora de te olhar de cheio, e sumos
Produzir, e na tela aberta do meu micro a tua foto me sorri.

III. Seu segredo sei de cor, em vermelhos de meu fogo, em azul dos verdes olhos com que te dispo
Em sonho, em sono, em meu limbo onde
As palavras são a única senha para eu te esquecer, mas
Elas traçam tua geografia de seios e sumos, de mãos e gelo, de boca e dentes, de um único gesto que tem hoje, agora, sempre e muito, definitivamente o poder
De me matar e fazer viver.


(mais? só amanhã, ou depois, ou nada)
Passos, posso? Caminhar com leveza sobre os escombros de mim

Posso, penso? Corro e não alcanço o momento exato em que te caio, em que
Te quis

Quero, posso? Ter a mim quase inteira, molambo que seja
que te abandono, passo

Definitivamente vôo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vaca Profana



Você pretende encontrar estrelas
nos meus olhos e admira as profundezas
do verde no mar

E eu navego obtusa como as deusas primevas
desejando teus sacrifícios do corpo
quando meu fogo arrasta os beijos de mil bocas
e as mãos em mil corpos devotam meu corpo a paixões ilimitadas
dos homens mais rudes, dos moços mais doces
e das meninas de ontem

Como explicar-te que o fogo me queima por todos os gozos
por todas as vozes
e os ritmos dos líquidos
de qualquer amor

Sinto saudades de amores antigos
desejos de mulheres abandonadas no cio
e frutificam em mim os sinais
que ela me manda, que todos me gritam

e meu corpo enseja ser corpos em cada amor.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


Vertiginosa é a queda em teu corpo
e tantos braços se estendem, as carícias do caminho
alimentam este encontro.