Un cadeau
Um passarim
Duas dúzias de lírios
Metros de pele branca
em minha pele branca
Uma gota de suor e CH
Fazem milagres nessa distância
Que se encolhe
E me recolhe entre soluços
Saudades, mais
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Ela
Ela é um anjo
E rasga os dias
Como uma lâmina de guerra
Quisera o mundo coubesse
Duas guerras, o amor
de muitos,
O poema
feito em peles e o desejo
feito em sais
Pudesse, lhe daria um mundo
quase silencioso
quase rave
Quase caos e montarias
Fossem os deuses feitos
do mesmo barro
que nós
(Ela tinha um sorriso gauche, como Carlos. Os olhos imensos como abismos. As palavras arrebentadas em rochas de sarcasmo, dor.
Ela tinha espírito. Um gesto voraz que caminhava em meu corpo como as lesmas trilham, derramada de brilhos aquosos laminares)
E rasga os dias
Como uma lâmina de guerra
Quisera o mundo coubesse
Duas guerras, o amor
de muitos,
O poema
feito em peles e o desejo
feito em sais
Pudesse, lhe daria um mundo
quase silencioso
quase rave
Quase caos e montarias
Fossem os deuses feitos
do mesmo barro
que nós
(Ela tinha um sorriso gauche, como Carlos. Os olhos imensos como abismos. As palavras arrebentadas em rochas de sarcasmo, dor.
Ela tinha espírito. Um gesto voraz que caminhava em meu corpo como as lesmas trilham, derramada de brilhos aquosos laminares)
Você
Eu vi você
Mulher de pequenos seios, largo gestos
um abismo guardado nos olhos
quase uma queda
Vi tua boca feita de beijos prometidos biblicamente
arrependidos culposamente
E tímidos, descaradamente
(Quase uma recusa de beijos, quase mil
palavras)
Quase passou desapercebida
A tua exasperada aprendizagem
de voo
Os meus vazios
Tu tomaste como mistérios
E eu teria deixado que testasses o voo
Sobre o meu corpo sabendo a águas negras e gosto amargo
Mesmo assim
Me deste ternura
Uma ponte sem outro lado
Um corpo repleto de sais
E eu te dei tudo
O que são minhas palavras: inutilidades
enfeitadas,
Um desejo
Um nada.
Mulher de pequenos seios, largo gestos
um abismo guardado nos olhos
quase uma queda
Vi tua boca feita de beijos prometidos biblicamente
arrependidos culposamente
E tímidos, descaradamente
(Quase uma recusa de beijos, quase mil
palavras)
Quase passou desapercebida
A tua exasperada aprendizagem
de voo
Os meus vazios
Tu tomaste como mistérios
E eu teria deixado que testasses o voo
Sobre o meu corpo sabendo a águas negras e gosto amargo
Mesmo assim
Me deste ternura
Uma ponte sem outro lado
Um corpo repleto de sais
E eu te dei tudo
O que são minhas palavras: inutilidades
enfeitadas,
Um desejo
Um nada.
O Fogo do dragão
Mulher que minha pele queima
em tua espera
em tua órbita
Corpo
de meus lagos olhos
de meus risos gozo
de minha sede
Dispo-me de todos os mundos
os outros corpos
os outros monstros (Só O dragão)
Eu sou o fogo
Dragão de fogo em que te queimas,
A sarça de deus
em tua espera
em tua órbita
Corpo
de meus lagos olhos
de meus risos gozo
de minha sede
Dispo-me de todos os mundos
os outros corpos
os outros monstros (Só O dragão)
Eu sou o fogo
Dragão de fogo em que te queimas,
A sarça de deus
Engano
Estou pisando flores
em tua boca feita de
Desejos e palavras e um sarcasmo
doloroso
Vou com as armas prontas
e atirarei meu gozo
entre tuas pernas
Até que exangue
Tu te creias
Minhas
em tua boca feita de
Desejos e palavras e um sarcasmo
doloroso
Vou com as armas prontas
e atirarei meu gozo
entre tuas pernas
Até que exangue
Tu te creias
Minhas
Proposta
Caso-me
Caso possas capturar o ontem
Que corrói o amanhã
E amarrar os cães das lembranças
Que mordem meus calcanhares
Caso-me
Caso possas apagar
A rua
A rota
Este caminho
Que, em meu corpo, marcam os beijos teus
E saibas
Destruir castelos de ar
E
Lágrimas
Caso-me
Caso outra seja
A vida
Que me dás.
Caso possas capturar o ontem
Que corrói o amanhã
E amarrar os cães das lembranças
Que mordem meus calcanhares
Caso-me
Caso possas apagar
A rua
A rota
Este caminho
Que, em meu corpo, marcam os beijos teus
E saibas
Destruir castelos de ar
E
Lágrimas
Caso-me
Caso outra seja
A vida
Que me dás.
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